Quanto tempo do seu dia você está conectado?

Written by on 2 de novembro de 2018

 Saiba QUAL O IMPACTO DA TECNOLOGIA E DOS SMARTPHONES NAS NOSSAS VIDAS.

Dados da ANATEL, mostram que em agosto de 2018, existia mais de 234,7 milhões de celulares no Brasil. Estima-se que existam cerca de 8 bilhões de smartphones no mundo, ou seja, se a estimativa de que existam cerca de 7,6 bilhões de pessoas no mundo, temos então mais de um smartphone por pessoa.
É assustador, não é? É como se o indivíduo nascesse e já tivesse um smartphone. E sem dúvida, estes aparelhos mágicos promovem infinitas possibilidades, mas ao mesmo tempo são tão atraentes que muitos de nós se torna dependente. Você já pensou que o abuso da tecnologia não só tem um impacto na nossa qualidade de vida, saúde e felicidade, mas como ele também impacta as pessoas à nossa volta?
Você tem ideia de quanto tempo passa por dia acessando seu smartphone?
Existe um aplicativo para IOS chamado ‘Moment’, e um para Android, chamado QualityTime, que tem por objetivo verificar quanto tempo passamos em diferentes aplicativos no celular.
Infelizmente nós subestimamos quanto tempo estamos no telefone. Os resultados do aplicativo ‘Moment’ apontam que a média de uso nos Estados Unidos era de cerca de 3 horas para os adultos em 2016, mas essa média veio crescendo para 4 horas por dia em 2017 e não parou por aí, em 2018, a estimativa é de quase 5 horas diárias!
Entre os adolescentes e jovens o tempo que passam conectados supera a marca de 6 a 7 horas por dia. Se considerarmos esse tempo projetado ao longo da vida, seria uma estimativa de cerca de 11 a 15 anos conectados.
A partir de dados como estes, chegou-se a atribuir que a dependência por celulares pode causar “Nomofobia”, que é a fobia causada pelo desconforto ou angústia quando estão incapacidade de ter acesso à comunicação através de aparelhos celulares ou computadores. É um termo muito recente, que tem origem nos diminutivos inglês No-Mo, ou No-Mobile, que significa “sem celular”. Daí a expressão “Nomofobia” ou fobia de ficar sem um aparelho de comunicação móvel.
Qual é a razão de tamanha dependência?
Segundo pesquisadores, a primeira delas está no fato de termos os celulares tão disponíveis, tão próximos, que quase não precisamos nos mover para alcança-los. O excesso da disponibilidade facilita o contato, oferecendo um impacto psicológico direto no como vivemos nossas vidas. Não ter o celular por perto provoca um mal-estar psicológico/físico, então estamos com ele dentro do nosso alcance o dia todo. Inclusive o celular vai para a cama conosco.
A segunda razão é que existem algumas características psicológicas inerentes a experiência de usar o celular que nos prendem a ele. Por exemplo, quando você está lendo um livro ou assistindo a um filme, existe o fim. Temos a sensação de ter finalizado algo. As mídias sociais não têm essa sinalização de fim, de parada. Pulamos de um aplicativo para outro de forma automática, sem ter a sensação que finalizamos algo.
A terceira razão para a dependência seria a quantidade de recompensas que o eletrônico nos traz durante o dia. Essas recompensas nos propiciam doses pequenas de prazer, durante todo o período de interação com o celular devido a liberação de dopamina, o neurotransmissor do prazer. Por exemplo, os “likes” que recebemos numa foto, dão prazer. Receber uma mensagem no WhatsApp dá prazer, saber que você alcançou uma quantidade de seguidores, gera um prazer imediato. Desta forma, passamos o dia inteiro liberando pequenas doses de dopamina, que nos tornam dependentes, pois ao longo do tempo, precisamos de doses cada vez mais elevadas para sentir a mesma sensação de bem-estar e de prazer.
O abuso da Internet pode criar dificuldades psicológicas, sociais, escolares e de trabalho na vida de uma pessoa. O uso excessivo pode criar um aumento do nível de excitação psicológica, resultando em problemas com o sono, com a alimentação, além de falta de atividade física, levando o usuário a enfrentar problemas de saúde física e mental, como depressão, TOC, relações familiares problemáticas, além de ansiedade e depressão que crescem assustadoramente.
Quais são as soluções? Se todos queremos que nossos filhos, e nós mesmos, possamos ter uma vida com amizades reais, saudáveis ​​e significativas?
Como controlar esse comportamento compulsivo?
Primeiramente é importante reconhecer que a nossa vida seria muito difícil sem tecnologia, e quando falamos em ter controle não estamos nos referindo a tirar os smartphones das nossas vidas porque eles têm inúmeros benefícios.
Nosso desafio está em observar e ponderar o uso e a frequência do smartphone, e de que forma isso estaria interferindo na sua vida.
Para muitas pessoas, o uso de smartphone está ligado a dificuldade de lidar com momentos em que está sozinho. Muitos de nós, pega o celular porque quer evitar o contato com outras pessoas. Se você eventualmente está se sentindo ansioso, o celular pode servir como um calmante. Você pode estar achando que enfrenta a solidão, ansiedade, depressão com o seu celular, mas se você está fazendo isso, saiba que não está tratando a causa, simplesmente está dando voltas e evitando os sintomas, sem tratar.
O melhor seria compreender o impacto que o celular tem em você e nas pessoas à sua volta, e buscar mudanças progressivas. Se você percebe que está usando muito o seu celular a primeira atitude seria buscar uma certa distância física, deixando-o guardado em algum momento do seu dia, de forma que você não o tenha ao seu alcance direto em um determinado momento do dia.
Uma excelente ideia é deixar o telefone guardado dos momentos de refeição, sem levar para a mesa no café da manhã, almoço e jantar, mesmo que você esteja sozinho. Procure simplesmente apreciar a comida naquele presente momento, caso esteja sozinho. Além disso, a família toda pode se beneficiar de uma boa noite de sono, ao deixar todos os dispositivos carregando em um lugar comum da casa durante as horas de sono.
Uma outra recomendação valiosa é buscar alternativas ao uso do celular em determinados momentos. Você pode tentar desde meditar, até ir à casa de um amigo ou vizinho, procurando mais interação social.
Outra sugestão seria ampliar a consciência sobre os efeitos das recompensas que os celulares trazem e encontrar outras formas de prazer no mundo real, em vez de esperar ansiosamente pelos ‘likes’, comentários e mensagens nos posts. Tente identificar mais recompensas e prazeres no mundo real. Promova interações familiares e peça que todos deixem seus celulares de lado por um tempo.
Nós podemos controlar o uso do celular, mas para isso precisamos estar absolutamente conscientes das necessidades e programarmos estas “paradas”.
E por último para ter uma real avaliação do seu uso do celular que tal baixar um dos aplicativos, “Moment ou QualityTime”, para identificar quanto tempo tem ficado no celular, pois esse pode ser um primeiro e importante passo para tomar consciência do tamanho da mudança que sua vida precisa ter.
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Um forte abraço,
Simoni Cavazzana



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