Os medicamentos genéricos existem no Brasil desde 1999, quando foi sancionada a Lei nº 9.787, conhecida como a Lei dos Genéricos. Mesmo assim, muita gente ainda tem dúvida se eles funcionam igual aos remédios de marca. A resposta é sim — e tem explicação científica pra isso.
Quando uma empresa farmacêutica cria um remédio novo, ele é chamado de medicamento de referência. Depois de 20 anos, a patente vence e outras empresas podem fabricar a versão genérica. Mas pra isso, o genérico precisa ter o mesmo princípio ativo, na mesma dose e na mesma forma do remédio original — e passa por testes rigorosos pra provar isso.
Segundo a diretora científica da Medley, Jussara Barbutti, os genéricos atendem aos mesmos critérios de qualidade, eficácia e segurança exigidos para os remédios de marca. O presidente da PróGenéricos, Tiago de Moraes Vicente, explica que os testes de bioequivalência avaliam se o princípio ativo chega ao organismo em quantidade e velocidade comparáveis ao remédio original. Só depois disso a Anvisa autoriza o registro.
O preço menor não significa qualidade inferior. A Anvisa determina que o genérico deve custar no mínimo 35% menos que o de referência. Na prática, a economia pode ser ainda maior por causa da concorrência entre laboratórios.
Na embalagem, o genérico é identificado pela faixa amarela com a letra G em destaque.
Fonte: Metropoles
Foto: ilustrativa Roberto Carlos




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