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Papa: a Eucaristia é o antídoto contra as divisões que minam o nosso mundo

24 Jun
,
2026
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Depois da visita à Espanha e da catequese dedicada a esta viagem apostólica, Leão XIV retomou esta quarta-feira o ciclo dedicado aos documentos conciliares. O comentário de hoje foi sobre o mistério eucarístico, a partir da Constituição "Sacrosanctum Concilium" (SC) sobre a Liturgia.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

Mesmo sob forte sol, com temperatura acima dos 35 graus, milhares de fiéis se reuniram na Praça São Pedro para a última Audiência Geral antes da pausa de verão. Como de costume, no mês de julho são canceladas todas as audiências no Vaticano. O único momento público do Papa é a oração do Angelus todos os domingos. Leão XIV deu continuidade às catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II, em particular sobre a Constituição Sacrosanctum Concilium (SC) sobre a Liturgia, destacando a influência de Santo Agostinho neste texto.

"Para os cristãos, participar na ceia do Senhor significa, de fato, «ser instruídos pela palavra de Deus; alimentar-se à mesa do Corpo do Senhor; dar graças a Deus». É ao recebê-Lo na Sua Palavra e na Eucaristia que nos tornamos aquilo que recebemos. Tornamo-nos o Corpo cuja Cabeça é o Cristo ressuscitado, sentado à direita do Pai, que nos prepara um lugar nos céus."

A Eucaristia é oblação

Assim, explicou o Pontífice, a Eucaristia é "o sacramento do Reino que vem". É o Pão do caminho, que nos conduz para a Pátria celestial. A Eucaristia é a forma do sacrifício espiritual dos cristãos, na medida em que é o caminho da união com Deus e da união recíproca. Ao participarem dela, aprendem a oferecer-se a si mesmos, a adotar o estilo de vida do próprio Senhor Jesus, marcado pela doação gratuita. Esta doação, prosseguiu o Papa, nos faz entrar na dinâmica da unidade, "que oferece um poderoso antídoto contra os fermentos de divisão que minam o nosso mundo, as nossas comunidades, as nossas famílias, o nosso coração".

Deste modo, quando participamos da Missa, somos convidados a ouvir a Palavra de Deus e a alimentar-nos à mesa do Senhor. A Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística estão intimamente ligadas entre si a ponto de formarem um só ato de culto.

O Lecionário, fruto da reforma litúrgica

No que diz respeito à Palavra, Leão XIV recordou que não se trata apenas de adquirir um conhecimento intelectual sobre as Escrituras, mas de receber a Palavra «viva e eficaz», dirigida por Deus a todos e, ao mesmo tempo, a cada um; Palavra que, juntamente com o Pão eucarístico, nos nutre e alimenta e nos faz passar da decadência do pecado para a vida nova em Cristo.

O Vaticano II pediu que os fiéis fossem bem preparados para receber "os tesouros da Bíblia". Fruto da reforma litúrgica foi, portanto, o Lecionário, ou seja, o livro que reúne todas as leituras bíblicas para as celebrações litúrgicas, de modo a conjugar «fidelidade à tradição» com a «abertura a um progresso legítimo».

"Queridos irmãos e irmãs, bebamos com fé desta fonte de vida divina e deixemo-nos transformar pelo mistério que celebramos", foi o apelo de Leão XIV na conclusão de sua catequese.

Fonte/Vatican News

Foto/Roberto Carlos

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