Os primeiros sinais do El Niño já estão chegando ao Brasil, e o fenômeno pode ser o mais devastador já registrado desde 1950, quando os registros começaram. É o que aponta o boletim semanal do Instituto ClimaInfo, que reúne dados de agências e órgãos oficiais sobre chuvas, secas e queimadas.
O Sul do Brasil costuma ser a primeira região a sentir o impacto, e já está sentindo. Na última semana de julho, mais de 84 mil pessoas em 171 municípios do Rio Grande do Sul foram afetadas pelas chuvas, um padrão direto do El Niño.
O fenômeno funciona assim: mais chuva no Sul, seca mais longa no Norte e no Nordeste, e mais risco de incêndios na Amazônia e no Cerrado. Tudo isso por causa do aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial.
Em 2026, essa anomalia de temperatura já chegou a 1,8°C acima da média. O modelo europeu ECMWF projeta pico acima de 3°C entre setembro e dezembro, com metade das simulações apontando para cerca de 3,3°C.
Em junho, as queimadas ficaram 27% abaixo da média histórica e 14% abaixo de 2025, mas o alerta segue: o El Niño pode intensificar a seca na Amazônia e no Cerrado, aumentando o risco de incêndios pelo menos até o final de setembro.
Fonte: CNN Brasil
Foto ilustrativa Canva IA

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