O Brasil pode estar diante do El Niño mais intenso já registrado desde 1950. Segundo a NOAA, agência climática dos Estados Unidos, há mais de 90% de chance de o fenômeno atingir intensidade "muito forte" até o início de 2027. E quase 70% de chance de que ele supere eventos históricos como os de 1982/1983 e 2015/2016.
A configuração do El Niño 2026 foi confirmada em junho. O modelo europeu ECMWF projeta um pico de aquecimento acima de 3°C no Pacífico entre setembro e dezembro — o que colocaria o fenômeno na categoria chamada de "Super El Niño".
Os primeiros sinais já aparecem no Brasil. O boletim do Instituto ClimaInfo aponta que as chuvas intensas no Rio Grande do Sul, que afetaram mais de 84 mil pessoas em 171 municípios na última semana de julho, já seguem o padrão esperado para o início do fenômeno. O pesquisador do Inpe Gilvan Sampaio alerta que os efeitos devem perdurar com intensidade no primeiro semestre de 2027.
O impacto econômico também preocupa: entre 2022 e 2024, eventos climáticos extremos causaram R$ 184 bilhões em prejuízos ao Brasil, segundo levantamento da CNseg com a EY — e apenas 9% estavam cobertos por seguros.
No Rio de Janeiro, ventos de até 105 km/h em 29 de julho mataram duas pessoas, causaram apagão e paralisaram trens, metrô e voos.
Fonte: Jovem Pan
Foto ilustrativa Canva IA




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