John Trey Rogers, professor de pesquisa de gramados da Universidade Estadual de Michigan, é o responsável pela qualidade dos campos nos 16 estádios da Copa do Mundo 2026, que começa em 11 de junho nos Estados Unidos, México e Canadá. O torneio terá 48 seleções e 104 partidas ao longo de seis semanas.
O desafio é enorme: 8 dos 16 estádios normalmente têm grama sintética e 5 deles possuem cúpula, o que reduz drasticamente a luz solar necessária para a grama viver. Além disso, a maioria dos estádios foi construída para o futebol americano — em Kansas City, por exemplo, foram removidas 10 fileiras de assentos para ampliar o campo.
Para cada clima, uma grama diferente: climas frios como Toronto e Filadélfia recebem mistura de grama azul do Kentucky com azevém perene; já Miami, Guadalajara e Monterrey usam grama Bermuda. Nos estádios cobertos de Houston, Dallas e Atlanta, sistemas de irrigação e luzes artificiais mantêm a grama viva durante todo o torneio.
A grama desses três estádios foi cultivada no Colorado pelo produtor Joe Wilkins III, percorrendo 1.600 km em 24 caminhões refrigerados até Houston. Foram cultivados 3,6 hectares para garantir o melhor resultado possível.
Rogers esteve presente na Copa de 1994 e foi pioneiro no uso de grama natural em estádio coberto.
Fonte: CNN
Imagem ilustrativa/Canva IA






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