O El Niño já está estabelecido no Pacífico Equatorial e pode chegar a forte intensidade no segundo semestre de 2025. A NOAA apontou 81% de probabilidade de um evento de nível muito forte entre o final da primavera e o início do verão no hemisfério sul. O INMET e outras instituições preveem chuvas acima da média no Sul, menos chuva no centro-norte e temperaturas elevadas em boa parte do Brasil entre julho e setembro.
O arroz é um dos produtos mais vulneráveis. O Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção nacional, e chuvas excessivas podem atrasar o plantio, dificultar a colheita e interromper estradas. No Centro-Oeste, a preocupação é com a soja e o milho. Se o milho sofrer, os efeitos aparecem também nos ovos, no leite e nas carnes, já que ele é base da ração animal. O café, com produção concentrada em Minas Gerais, também pode ser afetado pela irregularidade das chuvas e do calor em fases críticas do desenvolvimento.
A Conab estima a safra 2025/2026 em 358,6 milhões de toneladas, o que seria recorde histórico. Mas produção recorde não protege contra perdas em culturas regionalizadas ou problemas no transporte.
Fonte: CNN
Foto Ilustrativa Canva IA

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