A conta de luz foi a grande responsável pela inflação de junho de 2026 no Brasil. O IPCA do mês ficou em 0,16%, segundo o IBGE, divulgado nesta sexta-feira, dia 10 de julho. O grupo de Habitação foi o que mais pesou, com alta de 0,63%, e sozinho respondeu por 0,1 ponto percentual de toda a inflação do mês.
A energia elétrica subiu 1,53% em junho. Apesar de ser bem menor do que os 3,67% registrados em maio, ainda foi o principal fator de alta do grupo. O IBGE explicou que, além da bandeira tarifária amarela — que já adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos — entraram em vigor reajustes em três cidades: 14,89% em Porto Alegre (com impacto de 4,67%) a partir de 19 de junho; 19,55% em Curitiba (impacto de 4,02%) desde 24 de junho; e 5,21% em Belo Horizonte (impacto de 3,65%) desde 28 de maio.
Despesas pessoais subiram 0,25% e saúde e cuidados pessoais avançaram 0,23%. Nos transportes, alta de 0,17%, puxada por passagens aéreas que subiram 7,12%, mas com alívio dos combustíveis, que recuaram 0,48%, com o etanol caindo 3,09%.
Do lado positivo, alimentação e bebidas caíram 0,24% — a alimentação em casa teve a primeira queda do ano, de 0,39%. Café moído caiu 3,72%, frutas recuaram 1,58% e carnes baixaram 0,64%. Mas feijão-carioca subiu 8,31% e batata-inglesa, 3,57%. Educação também recuou, 0,02%.
Fonte: Metrópoles
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