Você já ouviu que emagrecer é só uma questão de comer menos e se mexer mais? Pois é, a conta não é bem assim. Segundo a professora e médica especialista em obesidade Kim Pfotenhauer, da Michigan State University, nos Estados Unidos, o peso é muito mais complexo do que uma simples equação de calorias.
Uma das teorias mais antigas é a do "peso de equilíbrio", que existe desde os anos 1950. Ela diz que o corpo tem um peso "preferido" e ajusta a fome e o gasto de energia para voltar a esse ponto. Depois de emagrecer, o corpo aumenta a fome e reduz o gasto de energia. Um estudo mostrou que os hormônios da fome ficam elevados por pelo menos 62 semanas após a perda de peso.
Tem também a "adaptação metabólica": quando você perde cerca de 5% do peso, o corpo já começa a queimar menos calorias nos processos básicos. Com 10% de perda, até o gasto com exercício cai. Ou seja, quanto mais você emagrece, mais difícil fica continuar perdendo.
Outra teoria, o "ponto de acomodação", diz que o peso se estabiliza conforme os hábitos e o ambiente, sem controle biológico ativo. Já o modelo de "ponto de intervenção duplo" mistura as duas ideias: cada pessoa teria uma faixa de peso aceitável para o corpo, com limites mínimo e máximo.
A médica cita cirurgia bariátrica, medicamentos GLP-1 e estratégias como aumento de proteína e fibras como formas de superar esses mecanismos.
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Fonte: Metrópoles - Saúde
Foto: Canva IA






