O querosene de aviação, o QAV, disparou 57,6% em apenas 12 meses no Brasil. O combustível é um dos maiores custos das companhias aéreas — pode representar mais de 30% das despesas operacionais e, em alguns casos, chegar a 45% do total. Ou seja: quando ele sobe, a passagem sobe junto.
A alta vem da valorização do petróleo lá fora e das tensões geopolíticas, como a guerra no Oriente Médio, que mexem direto nas cotações no mercado global. Como o preço do QAV no Brasil segue a paridade internacional, o que acontece fora impacta na hora.
Só em 2026, a Petrobras já fez reajustes expressivos, incluindo uma alta de mais de 50% em abril e novos aumentos nos meses seguintes.
Dados da Anac, divulgados nesta segunda-feira (20/7), mostram que as passagens aéreas seguem em alta. Em junho, os preços subiram 0,3%, mantendo a pressão ao longo do ano.
Além de passagens mais caras, o encarecimento do combustível pode levar à redução de rotas menos rentáveis — prejudicando principalmente regiões mais afastadas dos grandes centros.
Fonte: Metrópoles
Foto ilustrativa Roberto Carlos






