Notícias

Papa Leão XIV: 200 anos de relações diplomáticas confirmam que Santa Sé tem no Brasil um parceiro privilegiado

5 Mar
,
2026
Compartilhar Notícia

O Papa Leão XIV enviou uma carta que foi lida pelo Núncio Apostólico no Brasil, dom Giambatistta Diquattro, na plenário Ulysses Guimarães na Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 3/3,  na sessão solene que marca a celebração do bicentenário de relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé.

Na mensagem, o Santo Padre reforça que a celebração ressalta a longevidade de uma amizade autêntica, que soube adaptar-se às grandes transformações sociais e políticas ocorridas tanto no país quanto no mundo, evidenciando a robustez deste vínculo e também o “empenho diligente – e muitas vezes silencioso – de diplomatas e eclesiásticos” que ao longo dos 200 anos colaboraram para aprofundar esta relação.

O Sumo Pontífice destacou ainda, no documento, a tradição diplomática que caracteriza o Brasil que, segundo ele, é uma nação marcada, já nos seus inícios, pelo respeito à fé católica transmitida de geração em geração no seio do povo e a contribuição da Igreja Católica Igreja exerceu no Brasil:

“Nessas terras um papel decisivo no âmbito educativo, cultural e moral, contribuindo, a partir dos preceitos do Evangelho, para a formação de identidades locais, para a difusão de valores éticos comuns e para o debate público sobre temas de mútuo interesse, como a justiça e o bem comum”.
Núncio lê mensagem enviada pelo Papa Leão XIV | Kayo Magalhães – Câmara dos Deputados

Veja, abaixo, a íntegra do documento e a versão em PDF (aqui).

Aos distintos participantes na Sessão Extraordinária em comemoração do Bicentenário das relações diplomáticas entre a Santa Sé e o Brasil

É com grande alegria que elevo a minha ação de graças aos Céus pelo bicentenário das relações entre a Santa Sé e o Brasil, marco de singular importância para a nação brasileira e para a Igreja. Esta celebração ressalta a longevidade de uma amizade autêntica, que soube adaptar-se às grandes transformações sociais e políticas ocorridas tanto no país quanto no mundo, evidenciando a robustez deste vínculo. Tal ocasião oferece igualmente a oportunidade de recordar o empenho diligente — e muitas vezes silencioso — de diplomatas e eclesiásticos que, desde 1826, sucedendo a Mons. Francisco Corrêa Vidigal e Dom Pietro Ostini, contribuíram para alicerçar uma relação tão profunda e vigorosa.

A tradição diplomática que caracteriza a nação brasileira é marcada, já nos seus inícios, pelo respeito à fé católica transmitida de geração em geração no seio do povo. No período colonial, a Igreja exerceu nessas terras um papel decisivo no âmbito educativo, cultural e moral, contribuindo, a partir dos preceitos do Evangelho, para a formação de identidades locais, para a difusão de valores éticos comuns e para o debate público sobre temas de mútuo interesse, como a justiça e o bem comum. Vale destacar que o fim da interdependência jurídico-religiosa entre Igreja e Estado não significou a ruptura ou o enfraquecimento das relações, mas sim o aperfeiçoamento de uma parceria que se mostrou firme e enriquecedora para ambas as partes.

Além disso, ao festejar este bicentenário, é oportuno assinalar que, nas mudanças de época e até nos períodos mais desafiadores, Brasil e Santa Sé permaneceram ao lado daqueles que defendiam os princípios fundamentais da dignidade humana, atuando em diversas frentes para afirmar a relevância essencial do diálogo e da diplomacia multilateral na construção de um mundo mais justo para todos. Esta trajetória conjunta, que não se distingue por ser apenas uma aliança institucional, significa um compromisso recíproco com a promoção da paz e da concórdia, o socorro aos mais pobres e desvalidos e o cuidado com a nossa casa comum, demonstrando a consciência de uma responsabilidade que ultrapassa fronteiras e circunstâncias conjunturais.

Por tudo isso, é meu sincero desejo que a comemoração desta festiva efeméride possa, lembrando o passado, inspirar um futuro de colaboração ainda mais profícua. Faço votos, outrossim, que esta comunhão prossiga traduzindo-se em manifestações concretas da sua solidez, tal como aconteceu no ano de 2008, com a assinatura do Acordo entre a Santa Sé e o Brasil. Continuem os laços diplomáticos que nos unem a garantir aquela liberdade religiosa da qual a Igreja desfruta no amado Brasil e que constitui um dos pilares irrenunciáveis de toda democracia plenamente consolidada. O bicentenário que estamos comemorando confirma que a Santa Sé tem no Brasil um parceiro privilegiado para alcançar estes propósitos.

Sendo assim, como penhor dos mais abundantes favores celestiais, invoco a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, e concedo de bom grado a toda a população brasileira, especialmente a quantos participam nessa sessão solene, a Bênção Apostólica.

Vaticano, 11 de fevereiro de 2026
Leo PP. XIV

Fonte/CNBB

Compartilhe esse conteúdo

Seja uma anunciante da Rádio Educadora

Divulgue sua marca na Rádio Educadora 90,9 FM e conecte-se com um público fiel, cristão e presente em Jacarezinho e região. Sua empresa pode fazer parte desta missão de evangelização.

83.8 FM
85.4 FM
87.3 FM
87.7 FM
88.1 FM
88.3 FM
88.8 FM
89.2 FM
89.4 FM
90.2 FM
90.5 FM
90.9 FM
91.3 FM
91.7 FM
92.1 FM
92.4 FM
92.7 FM
93.8 FM
93.9 FM
95.6 FM
102.9 FM
110.9 FM
118.3 FM